segunda-feira, 13 de junho de 2011

Leandro Quadros perde em debate?

Foi apresentado aqui no Blog (comentários) que o professor, apologista, teólogo e jornalista adventista, senhor Leandro Quadros teria cometido um erro grave ao defender a profetisa senhora Ellen G. White e também ao dizer que os adventistas não previram a volta de Cristo em 1843 e 1844. Este fato, segundo Leandro Quadros, teria ocorrido com os mileritas que no momento não eram adventistas, já que a igreja não havia sido fundada na época, e também segundo ele não poderia os aventistas ter feito tal previsão já que sua igreja viria existir apenas em 1863.

Enfim, o fato é que os presbiterianos (igreja filha da meretriz) acusam Leandro de não usar da verdade ao se defender de tais acusações e apresentam vários os argumentos e eu Charles W. não irei aqui defender Leandro Quadros, mas irei enviar este artigo presbiteriano ao senhor Leandro e ver se consigo uma resposta, segundo ele "pode demorar, mas sempre haverá uma resposta" e vamos ver como que o apologista irá refutar os argumentos.

Abaixo o texto do qual me refiro do Blog Ministério Cristão Apologético

Leandro Quadros, 'na mira da verdade'.

Sabemos que o professor Leandro Quadros é um dos apologistas adventistas de maior credibilidade hoje conhecido. Credibilidade entre os adventistas especialmente. Ele respondeu ao pr Natanael, autor de um conhecido texto: 'Ellen White a profetisa que falhou'. O Leandro refutou com o artigo 'Ellen White a profetisa que NÃO falhou'. E em uma de suas respostas, o professor Leandro falou algo que não posso deixar de comentar.
As palavras do Leandro: “Ellen White, assim como os demais adventistas, nunca marcaram datas para a volta de Jesus. Quem se aventurou nisso foram os mileritas (seguidores de Guilherme Miller), observadores do domingo e que pertenciam a várias denominações evangélicas da época: Batista da Comunhão Restrita, Batista da Comunhão Livre, Batista Calvinista, Batista Arminiana, Metodista Episcopal, Metodista Evangélica, Metodista Wesleyana, Metodista Primitiva, Congregacional, Luterana, Presbiteriana, Protestante Episcopal, Reformada Alemã, etc. Poderíamos dizer que esses sim eram “profissionais” na “arte” de marcar datas. Não negamos nossa origem milerita, mas jamais iremos aceitar que como movimento organizado os Adventistas do Sétimo Dia marcaram datas para a o retorno glorioso do Salvador. (http://novotempo.com/namiradaverdade/2009/03/30/ellen-g-white-%e2%80%93-a-profetisa-que-nao-falhou-parte-3/).
Não posso deixar de me incomodar ao ler essas palavras. Segue-se uma resposta. Mas antes preciso 'mirar' o que ele disse. Note que ele esbravejou contra as denominações, mas não apresentou uma confissão histórica, ou oficial dessas igrejas que provasse que eles eram 'profissionais' em marcar datas. Depois ele fica lamentando que os críticos dos adventistas não busquem na fonte autorizada. O Nisto Cremos, por exemplo. Mas fez exatamente isso nessa crítica.
Ellen White escreveu que as igrejas excluíam os que aceitavam a mensagem de Miller “... as igrejas começaram a tomar providencias disciplinares contra os que tinham abraçado as opiniões de Miller.” (Grande Conflito,1975, pg.336). Então senhor Leandro, como se dá se essas eram artistas em predizer a volta de Cristo? Sou Presbiteriano, e ainda não achei em nossos Símbolos de Fé (ou qualquer outra confissão Reformada) uma data que indique a volta de Cristo. Como o Leandro pode classificar 'presbiterianos' e outros de prognosticadores...? Provavelmente não se deu conta que a resposta é evasiva.
E para piorar mais um pouco, deixou em negrito que esses eram guardadores do domingo! Nossa que grande acusação! Como se tivesse alguma coisa ligada a isso. Mas para lembrar ao senhor Leandro que no livro plagiado O Grande Conflito a profetisa E. White dedicou um capítulo para falar dos reformadores, e falou muito bem, desses guardadores do domingo!
Mas a resposta do professor Leandro foi a mesma que Francis Nichol, e em uma revista. O ICP disse que os adventistas “Chegam a ponto de afirmar que: Os Adventistas nunca marcaram uma data para a Volta de Jesus. Foram os Mileritas ( seguidores de Guilherme Miller, um pregador batista) que fizeram isto. Eles anunciaram que Jesus viria no ano de 1843; depois, deduziram que seria em 1844; como os Adventistas do 7 Dia iriam marcar uma data, se eles ainda não existiam? Surgimos como movimento organizado no ano de 1863 ( declaração constante da carta em apreço)." pagina 12 (Série Apologética vol III. São Paulo. Editora ICP, 2001, p.222).
Essa informação e a resposta do Leandro são as mesmas. Mas o subterfúgio usado é mais flagrante quando diz que ‘o movimento adventista foi organizado anos depois de Miller’. Isso é obvio. Nenhum movimento nasce organizado. Apenas com seu desenvolvimento e crescimento é que a organização e estruturação tornam-se necessários.
De Francis Nichol foi: “Os adventistas, ao longo de toda a sua história, não marcaram data para o advento.” (Respostas a Objeções, 2004, p 234).
Será que isso é resposta?
Além do mais o conceito de E. White sobre o movimento é oposto ao que o professor Leandro tentou expor: "multidões se convenceram da exatidão dos princípios de interpretação profética adotados por Miller e seus companheiros, e maravilhoso impulso foi dado ao movimento do advento." ( O Grande Conflito, 1975, p. 335).
Na verdade Miller era muito mais para Ellen White do que o que o senhor Leandro nega. Segue-se uma visão que Ellen White teve de Miller: “ [...] Enquanto eu estava assim chorando e lamentando a minha grande perda e responsabilidade, lembrei-me de Deus, e ferventemente orei para que Ele me enviasse auxílio. Imediatamente a porta se abriu e um homem entrou na sala, quando todas as pessoas se haviam retirado; e esse homem, tendo na mão uma vassoura, abriu as janelas, começando a varrer a sujeira e o lixo da sala. Pedi-lhe que desistisse, pois havia algumas jóias preciosas espalhadas entre o lixo. Disse-me ele para "não temer", pois "tomaria cuidado delas". Então, enquanto ele varria o lixo e a sujeira, jóias e moedas falsas, tudo saiu pela janela como uma nuvem, sendo levados pelo vento para longe. Na agitação eu fechei os olhos por um momento; quando os abri o lixo tinha desaparecido. As jóias preciosas, os diamantes, as moedas de ouro e de prata, continuavam espalhadas em profusão por todo o recinto. Ele colocou então sobre a mesa um cofre, muito maior e mais belo que o anterior, e ajuntou as jóias, os diamantes, as moedas, e lançou-as dentro do cofre, até não ficar uma só, embora alguns dos diamantes não fossem maiores que a ponta de um alfinete. Então ele me chamou: "Vem e vê." Olhei para dentro do cofre, mas os meus olhos estavam deslumbrados com a visão. Elas brilhavam com glória dez vezes maior que a anterior. Pensei que tivessem sido esfregadas contra a areia pelos pés das pessoas ímpias que as haviam espalhado e sobre elas pisado contra a poeira. Elas estavam arrumadas em bela ordem no cofre, cada uma no seu devido lugar, sem qualquer visível esforço da parte do homem que as pusera ali. Soltei uma exclamação de verdadeira satisfação, e esse grito despertou-me.”( Primeiros Escritos paginas 81,82,83).
Esse homem com a vassoura era Guilherme Miller!
Parece que a tentativa de livrar-se da falsa profecia de 1844 por parte do professor Leandro, e outros apologistas adventistas, é pobre demais para ser levado a sério. Até parece que os apologistas adventistas não sabem que Ellen White sonhou sobre 1845... ou mesmo que manteve a porta do céu fechada até 1851, e que nesse mesmo ano J. Bates, o idealizador do sábado para eles, esperava a volta de Cristo!
Mas vou ajudar o professor Leandro a ver que o movimento milerita não é apenas um passado distante e divorciado. Existe um elo entre aquele movimento e os adventistas hoje. Esse elo chama-se Ellen White. ‘anjos estavam guiando a compreensão de Miller’(O Grande Conflito ,1975, p.320). Não eram batistas, presbiterianos, episcopais, etc. Senhor Leandro, segundo Ellen White, eram anjos!
Um adventista seguidor de Ellen White não deve deixar de ter a perspectiva dela sobre a decepção de 1844, ela disse: “... Deus cumpriu seu propósito, permitindo que a advertência do juízo fosse feita exatamente como o foi.” (O Grande Conflito,1975, p.352).
Isso no mínimo é uma irresponsabilidade teológica! Alguém falar para o mundo que Deus disse na Sua palavra que o mundo vai acabar em 22 de outubro de 1844, quando Ele nunca disse isso, e depois dizer, que mesmo assim Ele quis que eu dissesse, é o mesmo de dizer que Ele mandou eu dizer aquilo que eu disse. Complicado e irônico, mas é isso que a profetiza do movimento adventista insinuou.
Acho melhor o professor Leandro mirar melhor. Só dizer 'não negamos nossa origem milerita', não é suficiente, faltou mais detalhes. Tem mais no DNA...
Meu convite pessoal ao senhor é que abandone sua Crença 17, que lhe obriga a crer em Ellen White. Deixe de se identificar com o pioneirismo adventista pois tal é falso, em sentido profético e doutrinal, pois negou a Trindade. Creia em Jesus Cristo que entrou no santíssimo na sua ressurreição, esse é o único caminho (Jo 14.6).

O argumento fracassado dos observadores do domingo – Apocalipse 1:10 (Parte 2)

O texto a seguir pertence ao teólogo adventista, senhor Leandro Quadros

O dia do Senhor na Bíblia

“Assim, pois, foram acabados os céus e a terra e todo o seu exército. E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito. Eabençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera.” Gênesis 2:1-3 (Não venha me dizer que aqui não é o sábado…)

“Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou.” Êxodo 20:8-11.

“Respondeu-lhes ele: Isto é o que disse o SENHOR: Amanhã é repouso, o santo sábado do SENHOR; o que quiserdes cozer no forno, cozei-o, e o que quiserdes cozer em água, cozei-o em água; e tudo o que sobrar separai, guardando para a manhã seguinte.” Êxodo 16:23 (Não se esqueça que o aquecer fogo no deserto exigia muito esforço e trabalho. Eles não tinham palitos de fósforos ou isqueiros como nós)

“De que, trazendo os povos da terra no dia de sábado qualquer mercadoria e qualquer cereal para venderem, nada comprariam deles no sábado, nem no dia santificado; e de que, no ano sétimo, abririam mão da colheita e de toda e qualquer cobrança.” Neemias 10:31.

“Se desviares o pé de profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no meu santo dia; se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do SENHOR, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs”Isaías 58:13.

“Porque o Filho do Homem é senhor do sábado.” Mateus 12:8 (Aqui e no texto seguinte Jesus não diz que é o “senhor do sábado” para desobedecer e sim para dar o exemplo, ensinando as pessoas a guardarem o sétimo dia da maneira correta).

“De sorte que o Filho do Homem é senhor também do sábado.” Marcos 2:28.

Onde na Bíblia o domingo é chamado de “dia do Senhor”?

Os textos são tão claros para o filho de Deus – regenerado pelo Espírito – que não farei maiores comentários. Cabe a cada um aceitar ou não o que Deus diz e depois prestar contas a Ele pessoalmente (Rm 14:12; 2Co 5:10).

Gostaria que os defensores do domingo me respondessem a pelo menos uma pergunta, das várias que surgiram com esse artigo:

Como João iria se referir ao domingo em Apocalipse 1:10, sendo que a primeira citação como sendo este o dia do Senhor aparece cerca de 70 a 75 anos DEPOIS dele escrever esse texto?

Aguardarei respostas sinceras e embasadas na Bíblia.

“Então, disse o SENHOR a Moisés: Até quando recusareis guardar os meus mandamentos e as minhas leis?” Êxodo 16:28

[Mensagem de Deus aos guardadores do domingo]

Leandro Quadros.

Onda Homossexual Invade a Igreja Adventista

O texto abaixo pertence ao site adventistas.com

A gravura acima foi obtida em um dos muitos sites para gays e lésbicas adventistas facilmente localizáveis na internet, através de uma página de busca como o Google e outras.

Há pouco mais de três anos, quando noticiamos aqui a existência e tolerância da Associação Geral e Divisão Norte-Americana para com grupos homossexuais adventistas do sétimo dia nos Estados Unidos, a associação dessa natureza com maior visibilidade na internet era a SDA Kinship ("Irmandade Adventista do Sétimo Dia").

Hoje, após matérias de estímulo a esses "ministérios" publicadas pela Revista Ministry, divulgação da Kinship no site da Andrews e publicações distribuídas em nossos colégios, a onda gay adventista se avoluma e ocupa vários espaços virtuais com suas homepages de defesa do respeito ao estilo de vida homossexual, sem críticas ou admoestações, porque não competiria à igreja fiscalizar a intimidade de seus membros.

Em uma delas, pede-se até que a Associação Geral reformule sua declaração a respeito da homossexualidade substituindo a reprovação de "relacionamentos homossexuais" por "relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo". A medida objetiva permitir que duplas de homens ou mulheres possam namorar e até viver juntas, mas sem consumar o ato sexual.

No entender dos autores da proposta, apenas o ato sexual entre pessoas do mesmo gênero é proibido. Atração, companheirismo e carinho entre irmãos de fé, não seriam proibidos pela Bíblia, argumentam, citando a amizade entre Davi e Jônatas, Rute e Noemi e até entre Cristo e o "discípulo amado" como justificativa.

Em uma série de estudos bíblicos de apoio espiritual a homossexuais adventistas, usa-se um triângulo cor-de-rosa para representar a Trindade, deus triúno, que seria amor e reuniria em si três pessoas coiguais...


Pode até parecer uma brincadeira de mau gosto, mas este é o "Verso áureo" da primeira lição dessa série de estudos bíblicos para gays e lésbicas adventistas:

"Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus!" Salmo 42:1.


(Acima, à direita, logotipo da Associação de Homossexuais Adventistas da Alemanha)

Como você pode ver, o arco-íris é outro símbolo bíblico de que o movimento gay adventista também se apropria. Na Igreja Adventista Central de São Francisco, foi usado para designar o Ministério para Gays e Lésbicas ali desenvolvido.

Uma reportagem do Pacific Union Recorder de dezembro de 2001, inclusive, divulgou detalhes do Ministério "God's Rainbow" ("Arco Íris de Deus") aos alunos de nossos colégios norte-americanos:

De acordo com os irmãos que desenvolvem esse trabalho, "o God's Rainbow Ministry é um ministério para gays e lésbicas adventistas, fundado em conformidade com a declaração sobre homossexualidade anunciada pela Associação Geral em 1999" e realizado "sob a orientação direta da liderança da Igreja Adventista Central de São Francisco com o apoio da Associação Central da Califórnia".

E embora digam que Deus, na criação, planejou a sexualidade humana para ser expressa em amor e consentimento mútuo somente entre um homem e uma mulher, casados, acrescentam que não lhes compete condenar ou aprovar atos ou atitudes que sejam violação dos princípios divinos, porque essa obra de convicção do pecado pertence ao Espírito Santo.

Por essas e outras razões, embora reconheçamos a necessidade de que também os homossexuais sejam alcançados com a mensagem do Evangelho Eterno, não nos sentimos à vontade para recomendar* o acesso aos endereços de ministérios homossexuais adventistas listados abaixo:

*Os endereços acima são citados apenas como comprovação da informação sobre o fortalecimento do movimento gay adventista nos últimos anos.

Mas apesar de todas as provas que já apresentamos aqui, o presidente da União Central Brasileira, Tércio Sarli, insiste em dizer que: "A Igreja Adventista não apóia de forma alguma nenhum movimento que defenda ou promova o homossexualismo. Notícias que afirmam o contrário são tendenciosas e irresponsáveis." (A frase faz parte da resposta à pergunta nº 4, do texto publicado em: http://www.ucb.org.br/respostas/default.asp.) --Robson Ramos

domingo, 12 de junho de 2011

Igrejas Presbiterianas aceitam homossexuais praticantes como pastores em seus templos

Filhas da meretriz mostrando a face
O texto a seguir pertence a um blog não oficial da igreja (IPB)

Postado por Augustus Nicodemus Lopes*

Duas denominações presbiterianas acabam de decidir no plenário de suas Assembléias Gerais que homossexuais praticantes podem ser pastores nas igrejas delas.

A primeira foi a Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos da América (PCUSA). Depois, foi a vez da Igreja Presbiteriana da Escócia.


Estas resoluções foram tomadas depois de muitos anos de conflitos internos e discussões teológicas. E em ambas as igrejas, o voto passou com uma maioria apertada. Os pastores, presbíteros, diáconos e membros destas denominações que discordam da decisão, e que por muito tempo lutaram para que ela não fosse aprovada, enfrentam agora o dilema de saber qual é a coisa correta a fazer. Com certeza, muitos sairão para outras denominações ou para formar novas igrejas; outros, ainda, permanecerão na esperança de que um dia as coisas mudem.


A pergunta que não quer calar é como igrejas de origem reformada, que um dia aceitaram as confissões de fé históricas e adotaram os lemas da Reforma, especialmente o Sola Scriptura, chegaram a este ponto? Em minha opinião, o que está acontecendo hoje é o resultado lógico e final da conjunção de três fatores: a teologia liberal que foi aceita por estas igrejas, a conseqüente rejeição da autoridade infalível da Bíblia e a adoção dos rumos da sociedade moderna como norma.

O processo pelo qual estas denominações passaram, uma na Europa e outra nos Estados Unidos, é similar. As etapas vencidas são as mesmas. Primeiro, em algum momento de sua história, em meados dos séculos XIX, o método crítico de interpretação da Bíblia passou a ser o método dominante nos seminários e universidades teológicas destas denominações. Boa parte dos pastores formados nestas instituições saíram delas convencidos que a Bíblia contém erros de toda sorte e que reflete, em tudo, o vezo cultural de sua época. Para eles, os relatos bíblicos dos milagres são um reflexo da fé dos judeus e dos primeiros cristãos expresso em linguagem mitológica e lendária (veja aqui um post sobre liberalismo teológico).

Segundo, uma vez que a Bíblia não poderia ser mais considerada como o referencial absoluto em matérias de fé e prática, devido ao seu condicionamento às culturas orientais antigas e patriarcais, estas denominações aos poucos foram adotando as mudanças culturais e a direção da sociedade moderna como referência para suas práticas.

Terceiro, com a erosão da autoridade bíblica e o estabelecimento da cultura moderna como referencial, não tardou para que estas igrejas rejeitassem o ensinamento bíblico de que somente homens cristãos qualificados deveriam exercer a liderança nas igrejas e passaram a ordenar mulheres como pastoras e presbíteras. As passagens bíblicas que impõem restrições ao exercício da autoridade por parte da mulher nas igrejas foram consideradas como sendo a visão patriarcal dos autores bíblicos, e que não cabia mais na sociedade moderna (vejaaqui uma matéria deste blog sobre ordenação feminina).

O passo seguinte foi usar o mesmo argumento quanto ao homossexualismo: as passagens bíblicas que tratam as relações homossexuais como desvio do padrão de Deus e, portanto, pecado, foram igualmente rejeitadas como sendo fruto do pensamento retrógrado, machista e preconceituoso dos autores da Bíblia, seguindo a tendência das culturas em que viviam. A igreja cristã moderna, de acordo com este pensamento, vive num novo tempo, onde o homossexualismo é comum e aceito pelas sociedades, inclusive com a aprovação do Estado para a união homossexual e benefícios decorrentes dela.

E o resultado não poderia ser outro. O único obstáculo para que uma igreja que se diz cristã aceite o homossexualismo como uma prática normal é o conceito de que a Bíblia é a Palavra de Deus, inerrante e infalível única regra de fé e prática para o povo de Deus. Uma vez que esta barreira foi derrubada - e a marreta usada para isto sempre é o método crítico e o liberalismo teológico - não há realmente mais limites que sejam defensáveis. Pois mesmo os argumentos não teológicos, como a não procriação em uniões homossexuais e a anormalidade anatômica e fisiológica da sodomia, acabam se mostrando ineficazes diante do relativismo da cultura moderna. E as igrejas que abandonaram a autoridade infalível da Palavra de Deus acabam capitulando aos argumentos culturais.

Nem todos os que adotam o método crítico são favoráveis ao homossexualismo. E nem todos liberais são a favor da homossexualidade. Mas espero que as decisões destas duas igrejas, que têm em comum a adoção deste método e a aceitação do liberalismo teológico, sirvam como reflexão para os que se sentem encantados com o apelo ao academicismo e intelectualismo da hermenêutica e da teologia liberais.

O argumento fracassado dos observadores do domingo – Apocalipse 1:10 (Parte 1)

O texto a seguir tem por autoria o teólogo adventista, senhor Leandro Quadros

Os observadores do domingo, em uma tentativa desesperada de defender o indefensável, apelam aos pais da igreja e ao texto de Apocalipse 1:10 para “provar” que o “dia do Senhor” não é o sábado. Leiamos o texto:

“Achei-me em espírito, no dia do Senhor, e ouvi, por detrás de mim, grande voz, como de trombeta” Apocalipse 1:10.

Eles pecam em duas coisas:

1) Em usar a autoridade dos pais da igreja no lugar da autoridade da Bíblia (Jo 17:17);

2) Em dizer que a expressão grega Kuriakê heméra (Dia do Senhor), utilizada em Apocalipse 1:10, se refere ao primeiro dia da semana.

Vamos analisar a fragilidade dessa argumentação e mostrar que a Bíblia continua sendo a autoridade para o cristão que respeita a Deus e a autoridade de Sua Palavra.

Os pais da igreja

Mesmo tendo sido homens piedosos em suas épocas, não podemos fazer de tais homens nossa autoridade final em assuntos doutrinários. Isso por que “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens.” (At 5:29).

Veja no que alguns dos pais da igreja acreditavam e conclua por si mesmo se, em matéria de doutrina, eles são confiáveis 100%. As informações a seguir forma extraídas do livro Subtilezas do Erro (1981):

Inácio dizia que se torna assassino quem não jejua no sábado; defende a transubstanciação, considerando herege quem admite apenas o simbolismo da santa ceia e exalta demais a autoridade do bispo, pondo-a acima da de César, chegando ao cúmulo de afirmar que, quem não o consulta, segue a satanás.

Barnabé (se é que existiu tal personagem), diz que a lebre muda a cada ano o lugar da concepção, que a hiena muda de sexo anualmente, e a doninha concebe pela boca. Afirma que Abraão conhecia o alfabeto grego (séculos antes que tal alfabeto existisse) e alegoriza a Bíblia.

Justino ensinava, entre outros absurdos, que os anjos do céu comem maná e que Deus, no princípio do mundo, deu o sol para ser adorado.

Clemente de Alexandria sustenta que os gregos se salvam pela sua sabedoria; afirma que Abraão era sábio em astronomia e aritmética e que Platão era profeta evangélico.

Tertuliano diz regozijar-se com os sofrimentos dos ímpios no inferno. Afirma que os animais oram. Defende o purgatório e a oração pelos mortos.

Eusébio era ariano (negava a Divindade de Cristo)

Irineu quer que as almas, separadas do corpo, tenham mãos e pés. Defende a supremacia de Roma, alegando que a igreja tem mais autoridade que a Palavra de Deus. Defende ardorosamente o purgatório.

Tais homens são as autoridades doutrinárias dos observadores do domingo, caro leitor! Pasmem! Não foi por acaso que Adam Clarck, comentarista evangélico, disse sobre eles: “Em ponto de doutrina a autoridade deles é, a meu ver, nula” – Clarkes’s Commentary, on Proverbs 8.

A expressão Kuriakê heméra (dia do Senhor) se refere ao domingo?

Só para os desinformados. No grego clássico, realmente a expressão foi aplicada por alguns pais da igreja ao domingo. Entretanto, a Bíblia não foi escrita no grego clássico, mas, no grego koinê(comum, do povo). Por isso, precisamos buscar o significado da expressão no tipo de grego utilizado pelos autores do Novo Testamento. Isso é óbvio demais a ponto de nem ser preciso redigir um comentário desses no presente artigo. Mas, por amor à verdade, é bom deixar tudo bem claro.

Eis algumas evidências de que a expressão grega para “dia do Senhor” (no grego bíblico) não se refere ao primeiro dia da semana:

1) A primeira menção ao domingo como “dia do Senhor” encontra-se num escrito falsamente atribuído a Pedro, chamado “Evangelho Segundo Pedro” (cap. 9:35), datado pelo menos uns 70 a 75 anos após o período que João escreveu o Apocalipse.

Uma pergunta aos dominguistas:

Como João iria se referir ao domingo em Apocalipse 1:10, sendo que a primeira citação como sendo este o dia do Senhor aparece cerca de 70 a 75 anos DEPOIS dele escrever este texto? Impossível!

2) Justino Mártir (ano 150 d.C) quando alude a um costume que se implanta entre os cristãos de sua época a reunirem-se no 1o dia da semana, refere-se a esse dia com a expressão “dia do Sol” e não “dia do Senhor”.

3) O evangelho de João teria sido escrito mais ou menos na mesma década que o Apocalipse e, ao referir-se ao domingo, o apóstolo não o chama de “dia do Senhor”, mas meramente “primeiro dia”. Nenhum título de santidade é dado ao domingo (só na imaginação fértil dos que são contra o quarto mandamento da Lei de Deus)

4) Nem o Pai nem o filho reclamaram o domingo como “SEU” em qualquer sentido. Se seguirmos a lógica dos oponentes (em guardar o domingo por que Jesus ressuscitou no primeiro dia), poderíamos santificar a sexta-feira – o dia da crucificação. Ele não tem menos importância para nós cristãos! Por que não chamar o dia da “ascensão” de “dia do Senhor?” Qual critério bíblico é utilizado para dizer que o momento da ressurreição é mais importante que o dia em que Cristo morreu e subiu aos céus?

6) Toda a vez que o Novo Testamento se refere ao primeiro dia da semana, usa a expressão “primeiro [dia] após o sábado” (Mt 28:1; Mc 16:2; Lc 24:1; Jo 20:1,19; At 20:7; 1Co. 16:2). Ou, “segundo [dia] após o sábado”, etc. Isto dá mais valor ao sétimo dia como ponto central da semana, para os escritores evangélicos.

[Continua...]